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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Haja paciência!

Miguel e Renata discutem em torno da resistência dela ao tratamento

Título da Matéria

Cansado dos excessos de sua namorada, Miguel vai à casa de Renata e propõe que ela se mude para a casa dele, de Ellen ou de Tereza para que consiga se tratar. Irritada com a cobrança, Renata explode e diz que não quer mais viver de empréstimo. A discussão assusta uma das clientes de Regina que está sendo atendida na sala e a cartomante vai ao quarto ver o que está acontecendo.
Miguel se desculpa, porque também se excedeu, mas avisa que está farto das promessas vazias da namorada e que ela precisa aceitar que está doente. Ainda afirma que, enquanto Renata não procurar tratamento, ele não vai mais insistir. O médico vai embora, deixando-a arrasada. Regina tenta consolar a filha, que acredita que perdeu seu namorado de vez.

Desde que Mia, Isabel e Raquel encontraram Renata toda machucada na rua e a levaram para a casa de Tereza, Miguel tenta forçar Renata a procurar tratamento. A própria Tereza a flagrou de madrugada com uma garrafa de vodca na mão e a trancou no quarto. No dia seguinte, Miguel a levou para assistir a uma palestra em que psiquiatras explicavam as possíveis consequências de quem sofre de drunkorexia e deixou Renata assustada.

Apesar de todos os problemas, Miguel não tem coragem de abandonar a namorada e dá uma nova chance a ela. Renata fica surpresa e muito feliz quando ele a acorda com uma bandeja de café da manhã e afirma que ainda não desistiu dela.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A garrafa enrustida

Tereza flagra Renata na madrugada com garrafa de vodca

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Não basta que caia e se machuque pra tomar juízo. Renata quer mais é tomar vodca!É disso que sente falta.  Juízo, que é bom, fica pra qualquer outro dia. Quando estiver mais disposta, talvez. Não nesta noite. Depois do vexame que passou o maior na faculdade, na casa de Tereza, com as amigas etc., dos ferimentos, do sermão de Miguel, nada como um golinho pra relaxar. Isso! Ideia fixa na cabeça, Renata se levanta naquela madrugada e, sorrateiramente, e se esgueira até onde ficam as bebidas. É bom lembrar que Renata ainda está na casa de Tereza, e está ali passando a noite justamente para ficar longe das... bebidas.

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Mas como descansar sem um golinho? Renata vai tateando pelo corredor, passa pelo quarto de Tereza. A porta está aberta, mas Tereza dorme. Oba, barra limpa! Ela segue, esbarra aqui e ali, mas encontra as garrafas. Abre a vodca, toma um gole, estala a língua. Outro gole, maior: – agora sim! Deixa a garrafa, no mesmo lugar pra não levantar suspeitas e sai. Mas antes do segundo passo se arrepende. Melhor levar logo a garrafa toda, por que não? Talvez sinta sede mais tarde, aí... E com a garrafa debaixo do braço volta pelo mesmo caminho.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A cruz de Miguel

Numa comemoração, Renata bebe demais e se machuca

Título da Matéria

Mia, Isabel e Raquel papeiam num bar do Leblon quando súbito desce de um táxi uma mulher transfigurada, cheia de hematomas e escoriações no rosto e no corpo. Elas obviamente se chocam, não só pela figura, mas porque trata-se de alguém conhecido: Renata. Rapidamente, elas levam a namorada de Miguel para casa. E a reação de Ingrid e Tereza é a mesma. Todos estão chocados. O que teria sido?

Isabel, que não em papas na língua, sintetiza: “O de sempre”.  Leia-se: bebeu todas e se deu mal. Renata atalha: “Escorreguei, foi isso”. E emenda dizendo que bebeu pouquíssimo: “Era uma comemoração e tinha de brindar com meus colegas”. Mas o cheiro que exala não nega. Bebeu bastante e, apesar de não ser nada muito grave, machucou-se.

Miguel é chamado às pressas e vem com a maior boa vontade ajudar.  Ingrid vê a cena e fica penalizada. Que cruz que esse rapaz carrega! E com que abnegação! Na hora, não recrimina a namorada, mas com delicadeza e sensibilidade, conversa com ela, aconselha. E com uma toalha vai limpando seus ferimentos.

Depois, chorando, a mãe vai abraçar-se a Miguel: “Não sei se choro mais por ela ou mais por você”.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Xiiiii… Amarelou!

Desesperada, Renata se acovarda e foge de testeimage

Toca o celular de Renata e primeira pergunta de Miguel é: “Como foi o teste?”. O rapaz está ansioso pra saber o resultado, sabe da importância e da urgência de um trabalho para namorada. Obviamente, pelo aparelho não a vê. Se visse, saberia na hora que o teste foi um fiasco, ou melhor, descobriria que não houve teste algum. Sim, Renata simplesmente abandonou a sala correndo, tão logo que seu nome foi chamado. Como se diz na gíria: amarelou! Mas como Miguel não está cara a cara com ela – e porque ela já ingeriu alguns goles de uma mistura de vodca e suco de laranja – Renata sente-se capaz de mentir. Diz que diretor e produtor simplesmente não apareceram, deram o cano. Miguel não engole a história, mas fica na dele. Mais tarde, ele vai investigar e descobrir por intermédio de Raquel tudo que houve. E aí o bicho vai pegar.

Mas o que foi que houve? Acontece mais ou menos assim:

Título da Matéria

Sentada ao lado da amiga, Renata sofre a cada nome chamado. Mãos frias, pálida, vê-se que não está bem. Estão num teatro, e das cadeiras assistem ao desfile das candidatas – todas, na opinião de Renata, muito melhores que ela. Ela está um bagaço, numa agonia de dar dó. Treme, sua. Além do texto proposto, há uma leitura de poemas que as candidatas têm de ler na hora, de improviso. Renata sai, vai à cantina, pede algo alcoólico, mas como é de manhã e não vendem nada assim, volta ainda mais nervosa. Súbito, chamam: Renata Ferreira. É ela! O assistente vem buscá-la. Renata se levanta: “Não sou eu, não sou”. E se levanta, já saindo. Raquel vai atrás, tentar impedir que desista, mas não há quem a faça voltar. Renata apressa o passo, corre. Tem de se preparar mais, diz. É a desculpa pra covardia. Já lá fora, tal é seu medo, que quase é atropelada.
S.O.S. pra essa moça. 

Último capítulo de Caminho das Índias.