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sábado, 31 de outubro de 2009

Agora é mulher de patrão

Dora e Rafaela são muito bem recebidas na casa de Garcia

Título da Matéria

Sair da casa de Onofre é mesmo a melhor alternativa. Viver de favor ouvindo indiretas o tempo todo não é nada confortável, ainda mais para uma mulher orgulhosa como Dora. Na casa de Garcia, é outra história. O argentino é um homem gentil, que gosta dela e de Rafaela. Pode ter mais tranquilidade lá, mas ainda assim Dora não pretende se casar com ele para desfrutar do benefício. Muito menos parar de trabalhar. Sim, porque o Maradona vem com uma história que, agora que Dora vai ser hóspede dele, ela deve parar de trabalhar.

E ele fala com sotaque portenho: “Dorita, você agora é mulher do patrão”. Pois, sim!

Mas já na recepção, se percebe que, com Garcia, Dora e Rafaela vão ter outra vida. Pra começar, ele entrega a chaves da casa para ela. E a casa, bem... Tem todo o conforto. Mãe e filha são recebidas com flores e um legítimo jantar argentino, com direto a vinho fino. Rafaela adora a cama, macia e confortável e só reclama – um pouquinho – que não vai ter um quarto só pra ela. Mas Dora garante: isso, um dia ela vai ter.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A fuga

Por causa de Dora, Marcos foge estrategicamente de Búzios

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Na primeira vez havia um misto de desejo incontido com dor-de-cotovelo; não houve como segurar – rolou.

Na segunda, a consciência pesava, travava a vontade; mas aí o argumento daquela mulher maravilhosa, de que nada queria em troca e sequer se importava com o fato dele ser casado, foi determinante.

Mas, para Marcos, essa última recaída foi o bastante. Se depender dele, não haverá mais passeios de barco, nem praias desertas, não haverá mais beijos, nada. Dora deve ser esquecida.  

Na primeira oportunidade, antes do previsto, Marcos toma um helicóptero e volta para o Rio. Recebido por Gustavo, ele confessa sobre a volta repentina: “Foi uma decisão estratégica. Na verdade, uma fuga”.

Mas não informa qual a estratégia, nem de que fugia. Gustavo cogita a possibilidade de ser por causa mulher, mas Marcos não abre o bico. Gustavo, então, fica lá, com cara de paisagem, sem entender e mais curioso que nunca.

O passeio fica pra depois.

Marcos não aparece com lancha e frustra Rafaela

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O píer tornou-se um símbolo, um fetiche para Dora. Toda vez que sente saudades de Marcos ela vai ao mesmo lugar de sempre, senta-se no deck e fica olhando os baquinhos passarem pra lá e pra cá. Uma hora, ela torce, aquele homem misterioso vai aparecer, vai arrebatá-la e levá-la para praia deserta e dar a ela momentos de puro deleite. As lanchas branco-reluzentes obviamente chamam mais a atenção.

Mas, desta vez, nenhuma delas parece familiar. Marcos – ou melhor, Alberto, como ela o conhece – teria se aborrecido com ela? Ela acha que não, tanto que vai novamente ao píer e desta vez leva a filha. Rafaela está louca pra andar de lancha. Mas os minutos passam, as horas e nada do piloto bonitão. “Você acha que a lancha não vem?”, pergunta a menina já impaciente. Dora não quer acreditar, tem fé que ele venha. E tome-lhe picolé pra sossegar a menina.

Mas chega uma hora que a paciência se esgota. Dora levanta-se:  “Vamos embora”. Rafaela, óbvio fica tristonha. Fazer o que? Marcos havia prometido passear com a garota, mas não disse o dia. Com certeza não era aquele.  

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A recaída

Marcos não resiste e procura Dora novamente

Título da Matéria

Aquela lancha branco-reluzente se tornou mais que um veículo, virou um fetiche. Desde passeou nela com Marcos  pela primeira vez, toda vez que bate a saudade, Dora vai ao píer na esperança de revê-lo. E lá sentadinha, ela observa o mar, o vai-e-vem dos barcos e aguarda. Será que ele vem? Desta vez, a lancha de Marcos está próxima, mas parece não querer atracar. O que terá havido. Ele estaria com receio?

De fato, Marcos está com receio. Tanto que pensa muito antes de atender o chamado da tentação. Ele vê Dora no cais, mas evita se aproximar. Melhor seria que fosse embora, evitar fazer algo do qual se arrependa mais tarde, mas uma força maior o puxa na direção dela. Seria o sorriso magnético da moça? Seus beijos intensos? Aquele ar de despreocupação ingênuo?

Quando ele afinal atraca,Dora questiona o motivo pelo qual Marcos tentou evitá-la: “Tá preocupado porque é casado?”. Ele tenta desconversar, mas ela mostra a marca da aliança – que ele tirou providencialmente. E antes que a mentira que conta cole, Dora revela que não se importa que Marcos seja casado: “Não quero nada, nem penso nisso”.

É a deixa para mais uma tarde de amor. 

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Quem está falando?

Rafaela atende uma ligação de Helena... No celular de Marcos

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Os beijos e os demais atrativos de Dora não são de se recusar. Muitos cometeriam os maiores pecados para tê-la ainda que por alguns minutos – e certamente Marcos está incluído nessa lista. Mas não nesse momento. Depois que passam horas na praia deserta, já saciado em seu desejo e talvez já sob efeito de uma consciência pesada, Marcos quer mais é esquecer que Dora existe. Por isso recusa um convite para almoçar, simula uma pressa inexistente e mente seu nome ao despedir-se. Pra ele, a aventura acaba ali. Mas o “Alberto” que se despede de Dora jamais poderia imaginar que em poucas horas terá desesperadamente de reencontrá-la. E por quê? Esqueceu o celular na bolsa dela.

Marcos só se toca disso quando chega em casa e descobre que Helena deixou mil recados com os empregados e no celular dele. E agora! E se ela ligar novamente e Dora atender? De repente, seu casamento pode afundar por um simples descuido. É preciso agir. Marcos liga varias vezes para o próprio celular, mas nenhum sinal, nada.

Dora passa o resto do dia na rua e só vai pra casa a fim de tomar um banho antes do trabalho. Rafaela está com a mãe. Dora deixa suas coisas na cama e vai pro banheiro. Curiosa, Rafaela revira tudo. Súbito um aparelho diferente começa a tocar. De quem será? Melhor atender. “Alô?”. Do outro lado da linha e do mundo, Helena estranha a voz de criança. Terá ligado para o número errado?  “Quem é?”, pergunta.

Desinibida como é, bem capaz que Rafaela responda e, como já conhece Helena, parta para um papo animado sobre a viagem e outros assuntos do interesse das duas. Mas se isso acontecer, como explicar que o telefone de Marcos esteja ali?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Tentação a bordo

Marcos encontra Dora e a convida para um passeio de lancha

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No dia seguinte ao encontro com Dora no restaurante, Marcos resolve passear em sua lancha, recém-chegada do conserto. O dia está perfeito pra isso e ele quer sentir o vento no rosto, sentir-se revigorado, vivo.

E é o que faz já nas primeiras horas da manhã. Uma rápida parada num píer afastado, uma água de coco para refrescar e já está de volta à sua lancha novamente.

Mas alguém chama por ele. É Dora, que está por ali coincidentemente. Ela nunca andou numa lancha e essa revelação é a deixa pra que Marcos a convide para um passeio.

 

 

 

 

 

Agora são os dois a varar o mar de Búzios, cabelos ao vento, sorrisos escancarados, gritinhos de felicidade misturados com o barulho do motor. Marcos aproveita para ziguezaguear e mostrar seus dotes de piloto.

Dora tem medo. E se agarra a ele pra não cair, permanecendo ali, colada ao corpo de Marcos  mesmo quando não há mais perigo.  Estão sozinhos e estão fortemente atraídos um pelo outro.

Alguém duvida que possa rolar algo mais nos próximos instantes?

domingo, 18 de outubro de 2009

Já rola um clima!

Marcos janta no restaurante de Dora e conhece Rafaela

Título da Matéria

Enquanto Helena se diverte com amigos em Paris – inocentemente, diga-se –, Marcos procura fazer o mesmo em Búzios, mas sozinho. Sentado no restaurante onde Dora trabalha, finge não reconhecer a garçonete que o encantou na boate em outra ocasião. Mas o gesto não passa de mais um de seus artifícios, um jogo de sedução de sua parte – ainda que Dora não precise lá de muito disso. Expansiva, ela abre-se com o cliente, faz confidências sobre o trabalho e sobre o patrão, e ainda diz que, ganha comissão pelas bebidas que vende. Pois, então, Marcos pede que ela traga o vinho mais caro da casa. Essa espontaneidade de mulher simples – e linda – deixa Marcos fascinado. Seu olhar não esconde isso.

A cabeça pode estar, sim, noutro lugar, provavelmente em Paris, no que faz Helena naquele momento. Mas o que interessa agora é Dora.  Ele a convida para uma taça, mas ela, claro, recusa. Nessa hora, Rafaela chega de uma festinha, pra irritação de Dora, que não quer que a filha vá atrapalhá-la no trabalho. Mas Marcos também se encanta pela menina, com quem fica conversando até que ela durma.

No final, Marcos agradece e promete voltar. Mas antes de sair, troca com Dora um olhar tão penetrante que chega a desconcertar a moça – um olhar que sabemos ser difícil de resistir.  É a clara indicação de que rola um clima.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A mulher impossível

Marcos sente-se atraído por Dora uma boate em Búzios

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Galeria de Fotos

Marcos tem de resolver problemas de negócios em Búzios, vender terrenos, assinar escrituras, chatices das quais não consegue se livrar. Mais tarde, cansado de um dia estafante, resolve sair com Gustavo para espairecer. A noite de Búzios oferece muitas atrações, mas o que ele quer mesmo é tomar um uisquinho, ouvir uma boa música – só isso. Nada de mulheres bonitas, como sugere Gustavo. Mas os dois acabam indo a uma boate super badalada e... Você já sabe, num lugar desses não há como evitar o contato com o sexo oposto. Eles descem até a pista de dança e, enquanto Gustavo baba pra todas à sua volta, Marcos faz foco em apenas uma. É uma mulher belíssima, corpo perfeito, sorriso largo, que dança com bastante desenvoltura e sensualidade. Seu nome? Dora. Pelos olhos de Marcos, vemos que ele está fascinado. Que mulher! Há algo nela que o atrai mais que as outras, tanto que a imagem dela às vezes se confunde com a de Helena, como numa estranha simbiose.

Mundo pequeno, justo com Dora, aquela que salvou Helena do afogamento! Diríamos que seria a última mulher por quem ele poderia se interessar, a mulher impossível. Mas as coincidências existem.

O olhar dos dois se cruza mais uma vez e, quando ela está indo embora, sem querer, Dora derruba uma bandeja cheia de taças de champanhe. O garçom, irritado, pede que ela pague o prejuízo, mas Dora se recusa. O rapaz a segura pelo braço, os dois discutem. É aí que Marcos intervém, providencial. Ele ordena que o funcionário a deixe ir e se compromete a pagar pelo estrago. Dora ainda resiste, mas é vencida pela insistência do empresário; agradece a ajuda e vai embora.

Ficam com aquela sensação de que poderiam se falar mais, se conhecer. Resta saber até que ponto esse interesse será capaz de abalar o casamento com Helena.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Um prêmio à coragem.

Helena oferece a Dora recompensa pelo salvamento

clip_image001As conseqüências do acidente poderiam ser bem piores, mas por sorte tudo não passa de um susto. Graças, claro, à determinação e à valentia de uma desconhecida. Por isso, assim que se recupera, o primeiro desejo de Helena é conhecer a mulher que salvou sua vida. Mas não precisa ir longe pra descobrir. Matilde prontamente lhe avisa: “Foi minha sobrinha”.  Mundo pequeno!

0,,24967180,00 Helena faz questão de convidar Dora e a filha Rafaela para sua casa. Mesmo ainda debilitada, Helena se emociona ao conhecê-las e as recebe para um lanche, onde fica sabendo pela menina que as duas estão passando dificuldades financeiras. A sinceridade de Rafaela é desconcertante. Dora fica pra morrer com as tiradas dela, mas Helena se diverte.

0,,24967243,00 Antes que elas vão embora, Helena se oferece para ajudá-las como forma de agradecimento. Dora resiste, mas aceita em nome da filha.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Chuáaaaaaaa

Dora e Rafaela são recebidas com banho de lama em Búzios.

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Entre os tantos turistas que chegam diariamente em Búzios, duas pessoas merecem destaque especial neste sábado. Chegam e são recepcionadas com, digamos, um brinde inesperado. Elas são Dora e Rafaela, mãe e filha, que chegam de ônibus para uma estada na casa de parentes radicados na cidade. Os parentes, nós já os conhecemos.  Dora é sobrinha de Matilde e Onofre, ambos empregados da casa de Marcos, e prima de Flávio e Soraia. Assim que mãe e filha descem na rodoviária, bem no momento em que aguardam um táxi, um carro conversível daqueles magníficos e velozes, vem na direção delas e, chuáaaaaaa, espirra água de poça pra todo lado. As duas tomam um banho e ficam inteiramente encharcadas.

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Elas ficam mortas de raiva, claro, e praguejam contra o motorista. Rafaela fica triste porque seu vestido novo sujou e pede para a mãe comprar um novo. Dora explica que não tem dinheiro, e precisa arrumar logo um emprego, por isso vão ficar de favor na casa da tia.
Dora e Rafaela, no entanto, não têm a menor ideia de quem jogou água nelas. O carro é de Marcos, mas é Helena quem pilota, tendo ao lado sua amiga Alice. Helena bem que tenta voltar pra se desculpar, mas já é tarde; Dora pega um táxi e some pra não dar vexame.

Último capítulo de Caminho das Índias.