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terça-feira, 3 de novembro de 2009

A bofetada

Luciana acusa Helena de ter tirado um filho

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Nunca um tapa foi tão devastador e teve consequências tão dramáticas. Vejam e tirem suas conclusões...

O clima permanece tenso depois que Bruno e Felipe vão embora. Luciana está inconformada por ter sido cerceada em sua vontade de fazer o que bem entendesse. Pra ela, Helena cortou o seu barato, podou suas asinhas. E por quê? Na cabeça mimada de Luciana, só há um motivo: ciúmes. Helena estaria com ciúmes dela com um dos rapazes. Tem fundamento?

Opiniões à parte, Helena tem tentado de todas as formas manter a calma, o equilíbrio. Luta para entender que esse tipo de comportamento é, sim, coisa da juventude, de quem vive intensamente, como Luciana. Mas está enganada. Há algo mais do que um simples arroubo de juventude nas atitudes de Luciana. E quando ela extrapola mais uma vez, Helena perde a paciência. 

Momentos antes de viajar, quando arumam as malas, Helena pergunta se Luciana ligou para a mãe. Seria uma pergunta comum, se Luciana não estivesse especialmente mordida. Por alguma razão, esse excesso de zelo e o tom que Helena usa soam mal e a irritam. Helena não tem de se meter, pensa, bancar a sua mãe: “Pelo jeito você está querendo que eu te odeie e te garanto que está faltando pouco”. É nesse momento que a paciência de Helena se acaba. Ela diz que tentou de tudo para que se entendessem, mas confessa que não conseguiu, por isso recomenda que Luciana faça algum tipo de terapia: “Você nunca sofreu perdas, talvez isso esteja lhe fazendo falta".

Mas o conselho não fica barato. Luciana reage imediatamente e o bate boca esquenta. Irritada com que lhe parece uma vontade de se passar por sua mãe, ela diz que quem deve fazer terapia é Helena. E aconselha que ela tenha logo filhos com Marcos. A justificativa que dá tem o efeito de uma bomba devastadora: “Pra compensar o (filho) que você tirou!”. Helena pede que ela repita e Luciana o faz, acusando-a de ter tirado um filho no passado por causa da carreira, “pra chegar onde chegou”.

Helena não conversa mais. Uma bofetada forte e sonora estala na cara de Luciana nessa hora.

O resto você já sabe no que dá. Mas agora que sabemos as consequências, vale a pena perguntar: sem esse tapa, Luciana teria sofrido o acidente?

O destino às vezes pega peças na gente, não é?

Saiba como o acontece o acidente!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O clima começa a azedar

Após o sucesso do desfile, Luciana e Helena se desentendem

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No fim, o bicho de sete cabeças – de 20 como imaginava Luciana – prova-se manso, tranquilo até.  Sem exageros, o Petra Fashion Days é um sucesso total. Helena, como sempre, dá show – mas dela isso já é esperado. É Luciana quem rouba a cena. Ela porta-se como uma verdadeira veterana, segura e altiva, e conquista a opinião unânime: – daqui pra frente vai arrasar.

O topo do mundo pra ela é pouco. Por isso, assim que acaba o evento, no lounge pós-desfile, Luciana é a mais animada. Com orgulho, divide com Helena o interesse dos fotógrafos e repórteres. Mas faltam pessoas pra completar essa festa: Bruno e Felipe. Onde eles estão?

Só quando eles aparecem é que a alegria de Luciana se completa. Por ela, ficava a noite inteira de papo e, no dia seguinte, seguia os aventureiros até Israel. Por ela, não voltava mais, ficava nessa vida de aventura e liberdade, vivendo como se não houvesse amanhã. Mas lá pelas tantas, várias taças de champanhe depois, o lugar já quase vazio, Helena aparece para tentar trazer a enteada de volta à realidade. Mas Luciana não a recebe bem. “Pronto, chegou a madrasta e já vai dar alguma ordem”.

Os rapazes percebem o clima que se estabelece e decidem ir embora também. Fim de festa.Na suíte do hotel, Luciana é grossa com Helena. Insinua que ela ficou com ciúmes de um dos rapazes e que, no fundo, queria mais é se soltar – mas não pode, uma vez que está casada, e com o pai dela, Marcos. Helena tenta relevar, mas Luciana continua, mais mimada que nunca: “Sou solteira, não tenho nenhum compromisso... Queria ir para Jerusalém com eles”. E sai batendo porta.

Paciência, Helena, paciência!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Inveja, teu nome é Isabel

Isabel esconde de todos a mensagem que Luciana envia em vídeo

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Sabemos bem que Tereza tem por Luciana uma admiração mais que especial. Ela não faz mistério. No páreo das preferências, a filha mais velha está disparada na dianteira, seguida por Mia, a filha de criação e, por último, Isabel, a que não tem freio na língua. Por isso, qualquer telefonema, alô, aceno ou um simples rabisco num pedaço de papel , quando vindos de Luciana, assumem importância crucial para uma mãe zelosa como Tereza. Imagine um vídeo!

O que Luciana grava em Petra, rodeada de amigos, foi planejado meticulosamente para ser o ápice, o clímax da festa. Ela gravaria, mandaria para as irmãs e as imagens seriam exibidas no telão com qualidade total. Tereza certamente se desmancharia em lágrimas de felicidade e todos aplaudiriam.

Mas uma pessoa não está afim que essa apoteose toda aconteça. Um doce se você descobrir. Se você falou Isabel acertou na mosca.

O erro de Luciana, ocupada num bate-papo com Ana Botafogo, é deixar que Osmar envie o vídeo pela Internet. Ele pega os emails das irmãs e escolhe justamente o de Isabel pra mandar. Quando abre e vê aquela alegria toda, Luciana com dois homens lindos à sua volta, a festa que eles fazem, Isabel se rói de inveja. Nessa hora, malignamente, ela resolve esconder o vídeo. E mente com cinismo total que não recebeu coisíssima nenhuma.

Pelo menos na festa de Tereza, a irmã mais bem-sucedida não vai aparecer mais que ela. 

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Pas de deux na areia

Bruno e Luciana saem sozinhos e sem rumo pelo deserto

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Bruno é incansável. Mal retorna da caminhada com Helena e já está pronto para uma nova aventura, desta vez com Luciana. O deserto é o desafio deles. O carro é apropriado pra trilhas acidentadas e aguenta qualquer parada, qualquer obstáculo. Mas Luciana quer mais – quer tudo que é possível e a toda velocidade. Bruno atende seus desejos, pisa fundo e põe  a máquina para voar. Uma nuvem de poeira sobe atrás deles. A cada solavanco, Luciana se aproxima mais de Bruno.

Os olhos dela brilham: “Eu no deserto com você!”.  Está encantada;  com a paisagem e com a companhia. Mais adiante fazem uma parada. O visual é indescritível e estão os dois ali sozinhos. “Nunca me senti tão livre assim”, ela diz e rodopia como uma bailarina para uma platéia de uma pessoa só. Pra que mais? Nesse imenso teatro, só aquela pessoa a interessa.

O número continua até que ela atira nos braços de Bruno num pas de deux improvisado. O partner, que não estava preparado, perde o equilíbrio e cai barranco abaixo, levando a bailarina junto. Os dois rolam pela areia até pararem juntos, os rostos praticamente colados. A situação os leva às gargalhadas, mas no instante seguinte, já estão trocando olhares intensos, sérios e sem palavras.

Em contraste com o súbito silêncio – ou melhor, com o som do vento – imaginamos que os corações deles pulsem freneticamente. O que acontece depois é consequência inevitável de uma forte atração. Mas quem se importa? Os dois são livres como o vento.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Medo de escorpião

Helena e Bruno vão juntos até o Monastério

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Na véspera do desfile, Helena acorda bem cedo e vai passear pelos arredores de Petra. Quer conhecer alguns monumentos, respirar os ares da Jordânia. Luciana prefere ficar no hotel, uma vez que os amigos Bruno e Felipe não vão. Os dois têm outros planos: fazer uma escalada.

Mas o destino uma vez mais resolveu colocá-los frente a frente. Do alto de uma pedra, eles veem quando

Helena caminha solitária rumo ao Monastério. Bruno para o que está fazendo e resolve alcançar Helena. É uma caminhada longa, íngreme, puxada. Num certo momento, Helena precisa sentar-se pra recuperar o fôlego. Estão conversando, quando, súbito, Bruno avança pra cima dela!

Sim, avança... É um gesto tão inesperado, tão brusco que Helena grita de pavor e, claro, se defende como se o amigo, de repente, tivesse se transformado num monstro. Mas Bruno mantém a calma e manda que ela faça o mesmo e, principalmente, que não se mexa. O que seria? Uma cobra? Não, desta vez o animal peçonhento é um escorpião do deserto. Eles aguardam ali, imóveis, até que o bicho suma por entre as rochas.

E seguem a caminhada até o Monastério, onde se sentam um bar para admirar a vista inesquecível.

Voltam mais tarde por um outro caminho, menos puxado. O passeio é tão longo que Helena chega um pouco atrasada ao ensaio geral para o desfile. Luciana percebe e alfineta a companheira, sobretudo porque a vê chegar com Bruno.

Aplausos para elas

O Petra Fashion Days é um sucesso

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No desfile, além da ansiedade natural que sempre antecede à realização de um grande evento, Luciana fica apreensiva para saber se Bruno e Felipe vão comparecer. De dentro do camarim, ela só sossega quando os vê chegar minutos antes do evento começar.

A preocupação de Helena é com Marcos, que não respondeu o seu email. Ela fica feliz quando o marido liga antes do desfile para desejar boa sorte e à filha também. Ela faz questão de dizer que o ama.

O desfile começa em frente ao Tesouro, principal monumento de Petra, com uma apresentação da bailarina Ana Botafogo. Helena e Luciana se revezam na passarela e tudo corre perfeitamente. Ao final, as modelos comemoram o sucesso, abraçadas.

A energia negativa

Helena sente: paira no ar uma ameaça estranha... O que será?

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Helena está preocupada e não é só com Luciana, não. É claro que preocupa a maneira afoita da enteada, esse afã de se lançar pra vida, de ultrapassar limites, de se atirar de ponta nas coisas – coisas que sugiram a ideia de emoção, de liberdade –, ainda que não esteja enxergando absolutamente nada. Claro, é natural que jovens como ela hajam assim. Mas há que se ter cautela, pensa Helena. Por muito menos, modelos promissoras já encerraram suas carreiras. E isso ela não quer que aconteça com Luciana. Fez de tudo, abriu mão de parte dos seus ganhos para trazê-la, simplesmente porque tem plena certeza de que, depois do desfile, a carreira dela vai deslanchar. Há que se ter calma, cabeça no lugar...

Mas não é só isso que preocupa Helena. Sentada com Osmar num bar de Petra, ela confessa que há uma certa energia pairando no ar, algo ameaçadora. Não sabe explicar exatamente, mas é uma sensação estranha, incômoda, que a deixa inquieta, insegura. Seria um pressentimento? Um aviso de que algo de muito grave está para acontecer? O que poderia ser?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Cobra aproxima Bruno e Helena

Tudo acontece em um passeio nas ruínas de Jerash

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Helena e Luciana chegam à Jordânia e já no aeroporto de Amã descobrem que são celebridades. Têm apenas um dia na cidade antes de seguirem para Petra. Louca pra conhecer os monumentos,  Helena quer aproveitar pra ir até as ruínas de Jerash. Cansada, Luciana resolve ficar no hotel. Helena vai sozinha com sua câmera disposta a registrar tudo.

Ela passeia pelo que foi uma cidade romana há mais de dois mil anos e fotografa tudo. De repente, se depara com um homem misterioso. Ele também tem uma câmera na mão. Helena percebe que esse homem se interessou por ela e resolveu segui-la. Será um bandido?

O lugar está vazio e seu medo aumenta, o homem sempre atrás dela. Helena apressa o passo e – opa! – tropeça e cai. O homem corre

para socorrê-la e Helena grita em inglês: “Se afaste de mim”. Mas Bruno se revela brasileiro e, cavalheiro, oferece ajuda.

Aquele homem bonito de certa forma perturba Helena. Ele explica que não teve intenção de assustá-la, apenas se interessou em seguir uma mulher famosa. Helena agradece e recusa a ajuda dele.  Mas, poucos metros a frente, vê uma cobra e solta um grito, agora de terror!

Bruno afugenta a serpente e conquista a confiança da modelo. É o início de uma amizade... Ou seria de algo mais?

 

 

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Quem está falando?

Rafaela atende uma ligação de Helena... No celular de Marcos

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Os beijos e os demais atrativos de Dora não são de se recusar. Muitos cometeriam os maiores pecados para tê-la ainda que por alguns minutos – e certamente Marcos está incluído nessa lista. Mas não nesse momento. Depois que passam horas na praia deserta, já saciado em seu desejo e talvez já sob efeito de uma consciência pesada, Marcos quer mais é esquecer que Dora existe. Por isso recusa um convite para almoçar, simula uma pressa inexistente e mente seu nome ao despedir-se. Pra ele, a aventura acaba ali. Mas o “Alberto” que se despede de Dora jamais poderia imaginar que em poucas horas terá desesperadamente de reencontrá-la. E por quê? Esqueceu o celular na bolsa dela.

Marcos só se toca disso quando chega em casa e descobre que Helena deixou mil recados com os empregados e no celular dele. E agora! E se ela ligar novamente e Dora atender? De repente, seu casamento pode afundar por um simples descuido. É preciso agir. Marcos liga varias vezes para o próprio celular, mas nenhum sinal, nada.

Dora passa o resto do dia na rua e só vai pra casa a fim de tomar um banho antes do trabalho. Rafaela está com a mãe. Dora deixa suas coisas na cama e vai pro banheiro. Curiosa, Rafaela revira tudo. Súbito um aparelho diferente começa a tocar. De quem será? Melhor atender. “Alô?”. Do outro lado da linha e do mundo, Helena estranha a voz de criança. Terá ligado para o número errado?  “Quem é?”, pergunta.

Desinibida como é, bem capaz que Rafaela responda e, como já conhece Helena, parta para um papo animado sobre a viagem e outros assuntos do interesse das duas. Mas se isso acontecer, como explicar que o telefone de Marcos esteja ali?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Thiago Lacerda entra em 'Viver a vida' como o filho bastardo de Marcos…

 

Thiago Lacerda vive o aventureiro Bruno em

Mais de um mês depois da estreia de “Viver a vida”, um personagem crucial finalmente entra na trama, no capítulo da próxima quinta-feira: o fotógrafo Bruno, vivido por Thiago Lacerda. Aventureiro que vive viajando pelo mundo, ele surge na Jordânia para balançar o coração de Helena (Taís Araújo) e Luciana (Alinne Moraes) ao mesmo tempo. A mulher de Marcos (José Mayer) não vai admitir o interesse e até sairá no tapa com Luciana quando ela insinuar que a madrasta está gostando do fotógrafo. Com isso, é Luciana quem se dá bem e tem um caso com ele.

Bruno vai movimentar ainda mais a novela quando, mais para frente, ele retornar ao Brasil e um mistério for revelado: ele é, na verdade, o filho bastardo de Marcos, fruto de um caso do empresário com Silvia (Patrícia Naves) — e, sendo assim, irmão de Luciana. Pai e filho sabem da existência um do outro, mas não mantêm relações. E vão acabar disputando a mesma mulher: Helena.

— A mãe é a única coisa que esse personagem tem de verdade — diz Thiago Lacerda, que depois de um mês gravando no Oriente Médio, entre maio e junho, ficou três meses de “férias” e voltou a gravar na última sexta- feira, agora no Rio: — Está sendo ótimo. Não faço novelas há algum tempo e as viagens serviram para colocar água na boca. Já estava ansioso por retomar essa rotina. Acredito que a história do Bruno vai trazer conflitos interessantes.

E você, está feliz com a volta de Thiago Lacerda à TV? Opine aqui!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Bem-me-quer, mal-me-quer

No avião para Paris, Helena e Luciana selam amizade

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Beijos e abraços, lágrimas e sorrisos, promessas e pedidos – tudo isso ficou do lado de fora, no Brasil, no saguão do aeroporto. Agora, dentro do avião, dez mil pés de altura, estão Helena e Luciana, madrasta e enteada, companheiras de trabalho e rivais, próximas e sozinhas como nunca antes haviam estado. À frente delas, apenas o desejo de cruzar a passarela em Petra, brilhar naquele cenário deslumbrante, de sonho.

Obviamente, há um desconforto entre as duas – normal até. O que dizer depois de tanto que já se

disse, de tanto que se desperdiçou em acusações e briguinhas vazias? Olhos fechados, as duas optam pelo silêncio. Mas será que vão permanecer assim pelas próximas dez horas do voo? Pelo período quer durar a viagem? Semanas? Talvez. Isso é, se nenhuma delas quebrar o gelo antes.

As margaridinhas de Jorge servem exatamente a esse propósito.

Sem ter o que fazer ou para ocupar as mãos ou intencionalmente mesmo, Luciana começa a despetalar as flores, uma a uma. “Bem-me-quer, mal-me-quer...”, diz baixinho. O gesto chama a atenção de Helena. Aí, Luciana estende para ela uma flor e Helena repete o mesmo gesto, solidária. Já sorriem uma pra outra. A viagem segue e as duas, como numa oração, quase que entregando seus destinos a essa ingênua brincadeira de criança, vão em busca do mesmo sonho.

Vão viver a vida.

Já não há mais rivalidade. Lado a lado, agora, há apenas duas velhas e grandes amigas.

A viagem

Despedidas, esperanças e mazelas na despedida de Helena e Luciana

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Chega a hora da partida. A bordo do avião que decola em instantes, além da bagagem, tripulantes e dos passageiros, seguem sonhos, muitos sonhos. Duas mulheres em momentos diferentes, com vidas diferentes, mas unidas pelo prazer de realizar um grande desejo. Helena encerrando a carreira em grande estilo, justamente em Petra, aquela cidade mágica da Jordânia; Luciana ainda no inicio, mas com pique total para arrasar em seu primeiro desafio internacional. As duas com o mundo e a vida pela frente.

No aeroporto, porém, percebe-se que deixam pra trás alguns problemas. Helena e Marcos estão frios, distantes um com o outro. A viagem, parece, causou uma ruptura na relação. Luciana vem com a família, mas nem sinal de Jorge. O namorado – ou podemos chamar de ex-namorado? – sabe da notícia pelo jornal e não se digna a dar nem um telefonema de despedida, pelo menos até aquele momento.

Na sala VIP, sem que Marcos ouça, Tereza puxa Helena e literalmente entrega Luciana aos seus cuidados. “Você está me representando, está no meu lugar... Ela vai e volta com você, sob sua responsabilidade”. Helena entende o recado, e diz que ela pode confiar – mas sente o peso da cobrança.

De repente, quem aparece? Jorge, buquezinho de flores na mão. Luciana corre e o abraça. É a reconciliação a dois minutos da partida. Miguel, também presente, não esconde a inveja. Jorge declara seu amor, mas diz manter as mesmas certezas de antes. Súbito, a voz macia do aeroporto anuncia o voo. É hora de Helena e Marcos se despedirem. Ela diz realizar dois desejos na viagem, o dela e o de Luciana, mas garante que não gostar de sair de perto de Marcos. Um beijo simples, formal, sela o adeus.

Ficam Marcos, Tereza e Jorge sozinhos no saguão. “Nós três sobramos... É a vida”, conclui sabiamente Tereza.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dor de cotovelo

Não há consolo pra Luciana quando ela descobre que Helena vai para Petra

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Luciana está bem assistindo TV quando vai ao ar a entrevista de Helena. A reação dela ao saber que a top está escalada para o desfile em Petra é previsível. “A Helena vai e eu não?” Indignada, com o cotovelo roído de dor, ela solta os bichos, chama Osmar de traidor pra baixo – afinal, ele havia prometido levá-la num desfile internacional.

E, como a rixa entre as duas de fato nunca desapareceu, saber que a madrasta vai e ela não, dói uma dor ainda mais doída, profunda, irremediável.

Isabel percebe e tripudia: “Helena é Helena, não tem pra ninguém... Mas um dia você chega lá”. Luciana tem de aturar, contida. Depois, extravasa num ataque de fúria.

Tereza e Mia aparecem pra consolar, mas palavras de consolo não bastam.

A mocinha bonita e mimada do Leblon só se vai se satisfazer quando estiver ali, ombro a ombro com a melhor das tops models do mundo.

A entrevista

Marcos faz críticas ao trabalho de Helena pela TV

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A viagem para Petra e a inclusão de Luciana no pacote não agradou nada a Marcos. A questão é tão séria que gera a primeira grande discussão do casal. Ele queria que Helena tivesse discutido, acertado as coisas com ele antes, que é o marido. Mas Helena não é mulher isso, pensa diferente, não se curva a imposições. Questões de trabalho não dizem respeito a ninguém, exceto ela. Desse quebra-pau – civilizado, diga-se – ficam rusgas, que vão aparecer, veja só, ao vivo e a cores num canal de TV.

A repórter


Passados uns dias, Helena e Marcos vão ao Jóquei  acompanhados de Alice. Esbarram com Tereza, Ingrid, Betina e respectivos maridos, mas do encontro não saem senão algumas piadinhas sarcásticas da parte de Tereza. Sentam-se afastados do grupo.  É quando a repórter aparece. Quer saber justo sobre a viagem de Helena a Petra, cutucando uma ferida que ainda não está sequer cicatrizada. Aí, sem se dar conta, os dois embarcam numa guerrinha particular, usando a repórter para fazer críticas um ao outro. “Tinha esperança que você se tornasse uma boa (dona de casa) com o casamento”, ironiza Marcos. “Para Marcos, o casamento é uma sentença de morte... Para a mulher, é claro”, rebate Helena. E mais e mais...

Ironias de ambas as partes


As espetadas ficam ainda mais evidentes quando a mulher começa a gravar. A repórter fala de planos para o futuro e faz uma pergunta pessoal: “Quando vem o neném?”. Helena chama Marcos para compartilhar a resposta e ele manda na lata: “Pra quando o trabalho deixar... Mais o dela... Sabe como é: viajando

fica difícil”. Tereza, que assiste a entrevista de casa, é quem faz a análise perfeita da situação: “Ih, já estão se pegando!”

Mas não é que ela está certa?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Imposição da vontade

Marcos não gosta de saber que Luciana também vai à Petra

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Quando descobre que o desfile e a viagem para Petra está confirmada e que Luciana, por obra e graça de Helena, está incluída no pacote, Marcos não gosta nem um pouco. Pra ele, Helena deveria ter conversado antes de aceitar a proposta e mais, não deveria bancar a empresária de Luciana. “Ela é muito nova pra se aventurar por aí, morando numa cidade diferente a cada seis meses”, diz Marcos, que ainda acha que esse tipo de vida não faz mulher nenhuma feliz. A felicidade de Helena, no entanto, é a prova do contrário. Parar para Helena é apenas uma opção de carreira, não uma imposição do casamento. E deixa claro que está disposta, sim, a ajudar Luciana a lutar pela profissão que escolheu, a fazê-la evoluir na carreira.

Mesmo que Marcos tente se desculpar pela evidente demonstração de machismo, o mal-estar permanece. As palavras de Tereza ecoam nos ouvidos de Helena. Ela bem que avisou que Marcos tentaria impedir que Helena continuasse desfilando. E o que Marcos faz agora é uma clara imposição da própria vontade. Mas isso, Helena não aceita.

Último capítulo de Caminho das Índias.